Construção civil perde fôlego em Campinas com juros altos e custos em alta
A construção civil de Campinas (SP) vem perdendo ritmo na criação de empregos formais, em um movimento que se acentuou a partir do segundo semestre de 2025. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam uma mudança clara no comportamento do setor, que passou a apresentar sinais de desaceleração.
No início de 2026, o segmento ainda mostrava saldo positivo, com 334 vagas abertas em janeiro. A tendência, porém, não se sustentou por muito tempo: em abril, o saldo já havia virado para -216 postos, e em maio o recuo foi ainda maior, com fechamento de 458 vagas.
O desempenho mais fraco é associado principalmente ao ambiente de juros elevados, que encarece o financiamento de obras e reduz a disposição de empresas e consumidores para novos projetos. Ao mesmo tempo, o aumento de custos de materiais e da operação também pressiona as margens do setor.
Na prática, o cenário tende a limitar a abertura de novas frentes de trabalho e a atrasar decisões de investimento. Se a combinação de crédito caro e despesas mais altas persistir, a construção civil campineira pode seguir em trajetória de menor dinamismo ao longo dos próximos meses.